
|
Meu perfil BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Gastronomia, Política, Vinhos MSN - aindaeu8@hotmail.com |
Visitas
...

...
(Carlos Drummond de Andrade)
...
Nobre Poeta..
Não sou nobre e nunca serei
Eu não quero ser e nunca me importei
Ser nobre é ser rei? Então quem sabe um dia
Se assim meu povo quiser!
O poeta tem público, tem cadeira na academia
Eu? Apenas uma mesa, uma caneta e a caligrafia.
O poeta é um cara consciente dos dramas da vida
Eu só um cara que não entende e não aplaude a rotina.
O poeta escreve pros grandes leitores; tem platéia
Eu escrevo pra todos, pra quem quiser ler
O poeta se preocupa com as linhas, métricas
Eu não ligo pra isso, só falo sem rédeas.
O poeta tem tempo sua vida é escrever e publicar
Eu queria ser muito poeta, mas meu salário não deixa
O poeta tem pompas e honras, em cadernos de jornais
Eu tenho alguns amigos que visitam meu blog.
O poeta escreve a política e a sátira da vida moderna
Eu escrevo o que sinto e não vejo graça nessa roubalheira
O poeta é um cara legal, culto e cheio de críticos
Eu escrevo pro povo e leio comentários de amigos.
Não sou teu nobre poeta, pois não sou literário
Sou alguém que escreve a rotina de um povo
Não me procure em bibliotecas não questione o mesário
Estou por ai todos os dias e meu blog é meu cenário.
Disse Carlos Drummond de Andrade:
“Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço,
não do tamanho que as pessoas me enxergam.”
Disse Fernando Pessoa
“Porque sou do tamanho do que vejo e não do tamanho de minha altura.”
Digo eu!
“Porque sou do tamanho dos meus sonhos e não da minha medida”
...
...
...
Recomeço..
Reconheço minha alma
No travesseiro me
esqueço
Deito na
plenitude
Logo logo
amanheço.
De noite um
tédio
Viro-me do
avesso
Sei, algo me
incomoda
Deve ser o
recomeço.
Já o fiz tantas
vezes
Não sei, mas
mereço
Esse vai e volta na
vida
Então me
entristeço.
Agora é correr
E fazer tudo
mesmo
Tenho medo, tenho
pressa
Senão
enfraqueço.
Já que não há
remédio
O melhor é
fazê-lo
Vou começar
agora
Enfim o
recomeço.
...
...
...
Pai..
Ontem senti muita tua falta
Mas é sempre assim
Já se foram 16 anos
Parece uma história sem fim.
Hoje talvez mas culpa minha
Do que tua propriamente dita
Há tempos atrás você não vinha
E hoje sou eu quem não vou.
Sinto saudades das nossas brigas
Das tuas conversas e sonhos de vida
Sinto saudades de sonhar contigo
Novos negócios sempre em família.
Ontem apesar de também ser meu dia
Só pensei em você, quis muito teu sorriso
Quis muito teu lado amigo, teu jeito bobo
Tuas piadas ou apenas um abraço sincero.
Queria ter dividido um pouco mais tudo
Só de conversar teria me adiantado
Ás vezes sinto falta de uma bronca
Um grito daqueles que me chacoalhavam.
To precisando muito de um pai
E não pode ser qualquer um, como sempre
Eu preciso muito de você, pai
E não sei nem como pedir.
Feliz dia dos pais
Mês que vem quem sabe a gente se vê
Só quero que saiba que apesar da distância
Eu sinto muita falta de você!
...
...
...
Andrea Dória
Parece mesmo que de tanto acreditar
Em tudo que pensei ser tão correto
E até faria um pouco mais
Eu quis muito o teu sorriso sincero.
Mas com o tempo fui percebendo
Que eles vinham diferentes
Que fluíam e aconteciam doendo
Dentro dos teus momentos inconstantes.
E aí desejei aquela força de antes
A destreza do seu pulso de mulher
Que nunca se perdia daquilo que sabia teu
Entendia e conseguia encarar melhor
O tudo que nos aconteceu.
Hoje, parece que só no improviso
Nós dois fomos limpos e verdadeiros
Mas a ambição daquele dia foi maior
Vendemos nossos sonhos sem ter preço.
E agora nada faz sentido
Não tenho mais com quem conversar
Não posso contar com quem não confio
Pra que não use tudo contra mim mesmo.
Mas nada mais vai me impedir
Já que eu me acostumei
Ao caminho turvo que escolhi
Contra minha própria lei.
E como só tenho o tudo que ficou
E sei tenho sorte até demais
Tudo que tenho, carrego no colo
Pra mim é o hoje, o resto tanto faz!
...
30º
...

...
30 dias em cena..
O desafio era escrever todos os dias
Não importasse o humor de cada um
Então aceitei, e fiz minhas rimas.
Foram dias incríveis, cheios de euforia
Escrevo no trabalho, no meio da rotina
Então arranjo em espaço, e crio
Falo de tudo o que sinto, sem agonia.
E tenho sentido tanto, que alegria
Poder encher este espaço, com vida
Ainda que às vezes triste, mas são lidas
E foram assim todos estes 30 dias.
Vou continuar minha sina
Escrevendo então minha história
Contando um pouco do meu mundo
Entregando-me de papel passado.
Obrigado a todos que por aqui estiveram
Obrigado a todos que comentaram ou só espiaram
Obrigado a você que faz desse blog um bom lugar
Obrigado por participarem dos 30 dias em cena
Obrigado a Deus pelo amor a escrita!
...
p.s: Hoje sim posso dizer que estou feliz
de uma forma que não me sentia ainda ontem.
Hoje, postei minha 30º poesia, a qual me comprometi.
Só hoje consegui ficar em paz, só hoje!
29º
...
...
Ventre..
Quero ver teu ventre
dançando
Ver teu corpo todo se
mexer
Eu ali deitado te
olhando
Você enfeitada, linda de
morrer!
Lembrei-me de tempos
atrás
Dos fetiches e
fantasias
Dos goles de vinho a
mais
Que nos deixava em
harmonia.
Do “suadô” danado que
dava
Do gozo delicioso que
completava
Aquelas noites
maravilhosas
Em que dormíamos
fora.
Hoje, tempos mais
tarde
Ainda sinto aquela
vontade
De criar em mim
fantasias
Pra saciar-me de
orgias.
Se pudesse não o
faria
Pois o desejo de
pensar
É só algo que nos
aproxima
Mas é só a carne que nos
uni.
...
28º
...

...
Realejo..
Soa o som do realejo
E tua sorte foi lançada
La vem ele, o papagaio
Escolhendo tua jornada.
Quase sempre nada haver
Mas depende de quem pega
É só um papel com algum dizer
Só folclore mais nada.
A quem diga que bate certinho
“nossa leu a minha vida”
E quem foge do papelzinho
Não quer surpresa esperada.
Com ou sem crença é tudo brincadeira
Cultura pra poucos lugares
Cenas que vemos na cidade inteira
Um realejo tirando a sorte.
...
27º
...
Cidade, gente e medo..
Essa cidade corre como corre o tempo
Ela voa, viaja como o pensamento
Não pára, como não para o medo
De cada um que nela vive!
Não, não é Sarajevo nem Tela – vive
Simplesmente uma das maiores do mundo
E aqui moram o progresso e o futuro
Mas também o terror de cada indivíduo.
Muitos vêm de longe, dias de chão
Deixam suas casas, e enchem o coração
De esperança e fé, em troca de um tostão.
Chegam com a cara e a coragem
Mas não sabem o que vão enfrentar
Gente inocente, filhos indefesos
Morando em favelas, ou invadindo edifícios.
Começa ali outra história, o pai doente
De ver os filhos com fome, mata, morre
Atrás do dinheiro corre, sofre pra alimentar
Em casa a mãe chora, e pede a Deus pra ajudar.
Não só este dali, daqui ou de lá
Mas os que aqui nasceram
No crime se criaram
E conseguiram nele prosperar.
Trocou-se caráter por dinheiro
Trocou-se honestidade por dinheiro
Trocou-se miséria por dinheiro
A culpa? Essa manda pra conta do governo.
...
26º
...
...
Eu..
Às vezes fico puto, com atitudes tão pequenas
São universos diferentes e cobranças mesquinhas
Acabo passando por cima de tudo isso
Imaginando a hora em que tudo vai acabar.
Meu mundo, minhas manias, minhas coisas
Acaba sempre ficando pra depois.
Isso acontece todos os dias, num ciclo egoísta
Onde quem prove o conforto não o tem.
O direito adquirido não é meu, e a culpa sim