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Véu e Grinalda..
De um sonho que assustado acordei..
Era uma festa linda, de gente bonita
E eu querendo entender o que ali eu
fazia.
Haviam pessoas conhecidas
Antigos amigos, mas não me viam
Era como se fantasma eu fosse.
No alto daquele lugar monumental
Arcanjos, imagens, santos e afrescos
Logo adiante, na frente de todos
Um altar, onde acabava o tapete
vermelho.
Antes de reconhecer as pessoas que ali
estavam
As trombetas, num canto lindo
anunciavam...
Imensas portas se abriam, deixando a luz
entrar
Ofuscando a imagem que aparecia, e seguia rumo ao
altar.
À medida que a luz diminuía, ficava claro o
semblante
Ai então descobri, que tudo mesmo era um
pesadelo
Porque quem desfilava pelo corredor
vermelho
Era a menina por quem tenho o maior
apreço.
Quem a esperava no final do seu trajeto
Não era eu, nem eram meus amigos
Os homens em volta de terno
Nem tanto mulheres em lindos vestidos.
A mulher que chorava na primeira fila
Não era minha mãe.
De véu e grinalda linda, era ela
entrando
Deslumbrando meus sonhos, do jeito que tinha de
ser.
Mas não era pra min que sorria
Nem mesmo era eu que a esperava
A vi feliz, como se um sonho realizava
Então sai, pois não era eu o dono da
festa.
Não sei dizer se entendi, nem sei se
devia
Mas aos poucos eu me afastava
Como uma fumaça, ao léu subia, flutuava
E pouco a pouco ela ficava mais
distante.
Distante também, ficou meus sonhos
E aquele monte de promessa velada
Que mais uma vez, teus olhos em silêncio
Me confirmavam.
Meu sonho tinha razão
Tua avó, não...
Porque a árvore não me ajudou (!*
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