Ainda eu...


07/08/2008


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Andrea Dória

 

 

Parece mesmo que de tanto acreditar

 

Em tudo que pensei ser tão correto

 

E até faria um pouco mais

 

Eu quis muito o teu sorriso sincero.

 

 

Mas com o tempo fui percebendo

 

Que eles vinham diferentes

 

Que fluíam e aconteciam doendo

 

Dentro dos teus momentos inconstantes.

 

 

E aí desejei aquela força de antes

 

A destreza do seu pulso de mulher

 

Que nunca se perdia daquilo que sabia teu

 

Entendia e conseguia encarar melhor

 

O tudo que nos aconteceu.

 

 

Hoje, parece que só no improviso

 

Nós dois fomos limpos e verdadeiros

 

Mas a ambição daquele dia foi maior

 

Vendemos nossos sonhos sem ter preço.

 

 

E agora nada faz sentido

 

Não tenho mais com quem conversar

 

Não posso contar com quem não confio

 

Pra que não use tudo contra mim mesmo.

 

 

Mas nada mais vai me impedir

 

Já que eu me acostumei

 

Ao caminho turvo que escolhi

 

Contra minha própria lei.

 

 

E como só tenho o tudo que ficou

 

E sei tenho sorte até demais

 

Tudo que tenho, carrego no colo

 

Pra mim é o hoje, o resto tanto faz!

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Escrito por Mim! às 08h21
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06/08/2008


30º

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30 dias em cena..

 

 

O desafio era escrever todos os dias

 

Não importasse o humor de cada um

 

Então aceitei, e fiz minhas rimas.

 

 

Foram dias incríveis, cheios de euforia

 

Escrevo no trabalho, no meio da rotina

 

Então arranjo em espaço, e crio

 

Falo de tudo o que sinto, sem agonia.

 

 

E tenho sentido tanto, que alegria

 

Poder encher este espaço, com vida

 

Ainda que às vezes triste, mas são lidas

 

E foram assim todos estes 30 dias.

 

 

Vou continuar minha sina

 

Escrevendo então minha história

 

Contando um pouco do meu mundo

 

Entregando-me de papel passado.

 

 

Obrigado a todos que por aqui estiveram

 

Obrigado a todos que comentaram ou só espiaram

 

Obrigado a você que faz desse blog um bom lugar

 

Obrigado por participarem dos 30 dias em cena

 

Obrigado a Deus pelo amor a escrita!

...

 

p.s: Hoje sim posso dizer que estou feliz

de uma forma que não me sentia ainda ontem.

Hoje, postei minha 30º poesia, a qual me comprometi.

Só hoje consegui ficar em paz, só hoje!

Escrito por Mim! às 08h27
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05/08/2008


29º

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Ventre..

 

 

Quero ver teu ventre dançando

 

Ver teu corpo todo se mexer

 

Eu ali deitado te olhando

 

Você enfeitada, linda de morrer!

 

 

Lembrei-me de tempos atrás

 

Dos fetiches e fantasias

 

Dos goles de vinho a mais

 

Que nos deixava em harmonia.

 

 

Do “suadô” danado que dava

 

Do gozo delicioso que completava

 

Aquelas noites maravilhosas

 

Em que dormíamos fora.

 

 

Hoje, tempos mais tarde

 

Ainda sinto aquela vontade

 

De criar em mim fantasias

 

Pra saciar-me de orgias.

 

 

Se pudesse não o faria

 

Pois o desejo de pensar

 

É só algo que nos aproxima

 

Mas é só a carne que nos uni.

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Escrito por Mim! às 08h16
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04/08/2008


28º

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Realejo..

 

 

Soa o som do realejo

 

E tua sorte foi lançada

 

La vem ele, o papagaio

 

Escolhendo tua jornada.

 

 

Quase sempre nada haver

 

Mas depende de quem pega

 

É só um papel com algum dizer

 

Só folclore mais nada.

 

 

A quem diga que bate certinho

 

“nossa leu a minha vida”

 

E quem foge do papelzinho

 

Não quer surpresa esperada.

 

 

Com ou sem crença é tudo brincadeira

 

Cultura pra poucos lugares

 

Cenas que vemos na cidade inteira

 

Um realejo tirando a sorte.

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Escrito por Mim! às 08h42
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03/08/2008


27º

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Cidade, gente e medo..

 

 

Essa cidade corre como corre o tempo

 

Ela voa, viaja como o pensamento

 

Não pára, como não para o medo

 

De cada um que nela vive!

 

 

Não, não é Sarajevo nem Tela – vive

 

Simplesmente uma das maiores do mundo

 

E aqui moram o progresso e o futuro

 

Mas também o terror de cada indivíduo.

 

 

Muitos vêm de longe, dias de chão

 

Deixam suas casas, e enchem o coração

 

De esperança e fé, em troca de um tostão.

 

 

Chegam com a cara e a coragem

 

Mas não sabem o que vão enfrentar

 

Gente inocente, filhos indefesos

 

Morando em favelas, ou invadindo edifícios.

 

 

Começa ali outra história, o pai doente

 

De ver os filhos com fome, mata, morre

 

Atrás do dinheiro corre, sofre pra alimentar

 

Em casa a mãe chora, e pede a Deus pra ajudar.

 

 

Não só este dali, daqui ou de lá

 

Mas os que aqui nasceram

 

No crime se criaram

 

E conseguiram nele prosperar.

 

 

Trocou-se caráter por dinheiro

 

Trocou-se honestidade por dinheiro

 

Trocou-se miséria por dinheiro

 

A culpa? Essa manda pra conta do governo.

...

 

Escrito por Mim! às 13h29
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