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Meu perfil BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 26 a 35 anos, Gastronomia, Bebidas e vinhos, Vinhos MSN - aindaeu8@hotmail.com |
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Andrea Dória
Parece mesmo que de tanto acreditar
Em tudo que pensei ser tão correto
E até faria um pouco mais
Eu quis muito o teu sorriso sincero.
Mas com o tempo fui percebendo
Que eles vinham diferentes
Que fluíam e aconteciam doendo
Dentro dos teus momentos inconstantes.
E aí desejei aquela força de antes
A destreza do seu pulso de mulher
Que nunca se perdia daquilo que sabia teu
Entendia e conseguia encarar melhor
O tudo que nos aconteceu.
Hoje, parece que só no improviso
Nós dois fomos limpos e verdadeiros
Mas a ambição daquele dia foi maior
Vendemos nossos sonhos sem ter preço.
E agora nada faz sentido
Não tenho mais com quem conversar
Não posso contar com quem não confio
Pra que não use tudo contra mim mesmo.
Mas nada mais vai me impedir
Já que eu me acostumei
Ao caminho turvo que escolhi
Contra minha própria lei.
E como só tenho o tudo que ficou
E sei tenho sorte até demais
Tudo que tenho, carrego no colo
Pra mim é o hoje, o resto tanto faz!
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30º
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30 dias em cena..
O desafio era escrever todos os dias
Não importasse o humor de cada um
Então aceitei, e fiz minhas rimas.
Foram dias incríveis, cheios de euforia
Escrevo no trabalho, no meio da rotina
Então arranjo em espaço, e crio
Falo de tudo o que sinto, sem agonia.
E tenho sentido tanto, que alegria
Poder encher este espaço, com vida
Ainda que às vezes triste, mas são lidas
E foram assim todos estes 30 dias.
Vou continuar minha sina
Escrevendo então minha história
Contando um pouco do meu mundo
Entregando-me de papel passado.
Obrigado a todos que por aqui estiveram
Obrigado a todos que comentaram ou só espiaram
Obrigado a você que faz desse blog um bom lugar
Obrigado por participarem dos 30 dias em cena
Obrigado a Deus pelo amor a escrita!
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p.s: Hoje sim posso dizer que estou feliz
de uma forma que não me sentia ainda ontem.
Hoje, postei minha 30º poesia, a qual me comprometi.
Só hoje consegui ficar em paz, só hoje!
29º
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Ventre..
Quero ver teu ventre
dançando
Ver teu corpo todo se
mexer
Eu ali deitado te
olhando
Você enfeitada, linda de
morrer!
Lembrei-me de tempos
atrás
Dos fetiches e
fantasias
Dos goles de vinho a
mais
Que nos deixava em
harmonia.
Do “suadô” danado que
dava
Do gozo delicioso que
completava
Aquelas noites
maravilhosas
Em que dormíamos
fora.
Hoje, tempos mais
tarde
Ainda sinto aquela
vontade
De criar em mim
fantasias
Pra saciar-me de
orgias.
Se pudesse não o
faria
Pois o desejo de
pensar
É só algo que nos
aproxima
Mas é só a carne que nos
uni.
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28º
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Realejo..
Soa o som do realejo
E tua sorte foi lançada
La vem ele, o papagaio
Escolhendo tua jornada.
Quase sempre nada haver
Mas depende de quem pega
É só um papel com algum dizer
Só folclore mais nada.
A quem diga que bate certinho
“nossa leu a minha vida”
E quem foge do papelzinho
Não quer surpresa esperada.
Com ou sem crença é tudo brincadeira
Cultura pra poucos lugares
Cenas que vemos na cidade inteira
Um realejo tirando a sorte.
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27º
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Cidade, gente e medo..
Essa cidade corre como corre o tempo
Ela voa, viaja como o pensamento
Não pára, como não para o medo
De cada um que nela vive!
Não, não é Sarajevo nem Tela – vive
Simplesmente uma das maiores do mundo
E aqui moram o progresso e o futuro
Mas também o terror de cada indivíduo.
Muitos vêm de longe, dias de chão
Deixam suas casas, e enchem o coração
De esperança e fé, em troca de um tostão.
Chegam com a cara e a coragem
Mas não sabem o que vão enfrentar
Gente inocente, filhos indefesos
Morando em favelas, ou invadindo edifícios.
Começa ali outra história, o pai doente
De ver os filhos com fome, mata, morre
Atrás do dinheiro corre, sofre pra alimentar
Em casa a mãe chora, e pede a Deus pra ajudar.
Não só este dali, daqui ou de lá
Mas os que aqui nasceram
No crime se criaram
E conseguiram nele prosperar.
Trocou-se caráter por dinheiro
Trocou-se honestidade por dinheiro
Trocou-se miséria por dinheiro
A culpa? Essa manda pra conta do governo.
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